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Aeronaves, setor da aviação executiva em Americana deve receber mais investimentos

Município pode se transformar em polo da aviação executiva com mudança de perfil em Campinas

A anunciada administração privada de cinco aeroportos do Interior – localizados em Campinas (Campo dos Amarais), Jundiaí, Bragança Paulista, Itanhaém e Ubatuba – abre novas perspectivas para a equipe de técnicos que trabalham no projeto que deve incrementar o setor da aviação executiva em Americana. É certo que os investimentos da concessionária privada irão equipar os cinco aeroportos, notadamente o campineiro, para a operação comercial e a oferta de voos de linha. Assim, o Aeroporto Municipal Augusto de Oliveira Salvação, às margens da Rodovia SP -304, deve se beneficiar com a procura por hangares particulares.

Desde que Americana conseguiu do Estado, em dezembro, a anexação ao aeroporto de 260 mil metros quadrados que pertenciam ao IZ (Instituto de Zootecnia), os profissionais se debruçam no projeto que prevê a expansão da área reservada aos galpões, hoje limitada a 24,6 mil metros quadrados. Na gleba anexada, pelo menos mais 30 mil metros quadrados serão tomados por hangares. O projeto detalhado também reserva espaço para restaurante, posto de abastecimento, estacionamento de aeronaves e Corpo de Bombeiros.

Além da infraestrutura de segurança renovada, o aeroporto vai dobrar a largura da pista de pouso (que hoje tem apenas 18 metros). Em Americana, poderão operar aeronaves particulares de porte maior. Mas a nova pista não vai comportar aviões de passageiros ou de carga. Até porque, no comprimento, não haverá mudança expressiva: vai passar dos atuais 1.100 para 1.200 metros, somando-se a ampliação nas duas cabeceiras. Com a antiga gleba anexada do IZ, o Augusto de Oliveira Salvação cresceu basicamente para os fundos, ganhou espaço para novos galpões, e se credenciou a se tornar um polo regional para hangaragem, oficinas, escolas de aviação ou centros de pesquisa.

Mas o secretário de Planejamento, Cláudio Amarante, afirma que o perfil do aeroporto ampliado só será definido após a conclusão do detalhado estudo do mercado. “Não temos um projeto definitivo. É apenas uma concepção, baseada nas exigências do mercado de uma década atrás, quando pleiteamos a ampliação do terreno”, disse. “Estudamos quais são as necessidades atuais do setor. A alteração das características dos aeroportos vizinhos impõe a reestruturação do segmento”, disse.

E as novas características, segundo Amarante, não resultam apenas de ações pontuais, como a anunciada concessão de aeroportos à administração privada. “A crise financeira do País afeta os negócios e muda estratégias. Precisamos contar com informações precisas do mercado para buscarmos recursos, na fonte certa, para a execução das obras. Cada atividade conta com uma linha específica de crédito”, afirma.

Fonte: www.liberal.com.br

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